Drop · 3mais · Mai 2025
Gig tripping é o nome global para o fenômeno das viagens planejadas em torno de shows, festivais e turnês de grandes artistas. A experiência vai muito além do palco.
O caso Lady Gaga
R$ 600 mi
injetados na economia do Rio com o show da Lady Gaga
Esse foi o valor movimentado na economia do Rio de Janeiro com o show da Lady Gaga em Copacabana. A cantora alcançou seu maior público — 2,1 milhões de pessoas — trouxe mais de 600 mil turistas e movimentou R$ 98 milhões só em publicidade.
Turismo de paixão
O turismo musical ajudou o Airbnb a se consolidar no Brasil: buscas subiram 80% por Bruno Mars, mais de 1000% pela Madonna e mais de 2000% no Rock in Rio. A Eras Tour, de Taylor Swift, foi a primeira turnê da história a passar de US$ 1 bilhão; a Madonna em Copacabana elevou em 27,3% as passagens aéreas para o Rio.
O perfil do turista musical
R$ 2,8 mil
gasto por viagem de mais de 50% dos turistas musicais
A experiência vai além do show — planejamento, viagem e expectativa fazem parte da jornada. Mais de 50% gastam mais de R$ 2,8 mil por viagem, 77% chegam até 2 dias antes e 80% permanecem por até 3 dias depois, gerando impacto prolongado no turismo local.
Mercado em expansão
Mais que o dobro do valor atual. Novas experiências, expansão dos festivais, diversidade cultural e viagens imersivas explicam por que o turismo musical não para de crescer.
Música reinventa territórios
€ 30 mi
movimentados pelo Monegros Desert Festival
A zona rural da Espanha virou destino turístico internacional pelo Monegros Desert Festival. Em 2023, o festival reuniu 50 mil pessoas de 90 países, criou 2 mil postos de trabalho e lotou hotéis num raio de 150 km no entorno de Los Monegros, movimentando € 30 milhões.
A música como resposta à baixa temporada
A Ilha do Mel (PR) virou um dos principais pontos turísticos musicais do estado graças ao Jazz Festival, que chega à 8ª edição em 2025 com expectativa de 60 mil pessoas. Já o Festival Zepelim, em Fortaleza (CE), reuniu 15 mil pessoas na última edição, com ativações de marcas como a Coca-Cola.
O marketing está no radar dos fãs
65%
dos internautas reparam nas marcas patrocinadoras
65% dos internautas reparam quais são as marcas patrocinadoras dos eventos — investir em patrocínio é estratégia para se conectar com a cultura brasileira, diz Fábio Silveira, da Qualibest. E a ativação vira parte da experiência: o estúdio da Mix FM dentro do The Town ou a viagem no tempo da Hering no Festival Turá mostram que marca também é imersão.
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