Memes brincam que já não sabemos se uma imagem, propaganda ou informação foi gerada por IA, e Sam Altman afirma que, em cinco anos, 95% do trabalho das agências poderá ser feito por inteligência artificial. No meio de tanta automatização, como o trabalho criativo se destaca e passa credibilidade? A edição investiga o avanço dos bots, a Teoria da Internet Morta e a relação dos profissionais de Comunicação com a IA, apontando que o segredo está na conexão como diferencial competitivo e na curadoria humana.
A criatividade ainda é uma faísca que está na mão do publicitário.
O que você verá nesta edição
Estamos cercados por robôs?
A dominação do tráfego da internet por bots e as consequências para grandes marcas.
A internet morta
Quando a ciência resgata uma teoria de blogs para explicar o estado atual da internet.
A perda da confiança digital
Os desafios para consumidores e o aumento de conteúdos repetidos e gerados por IAs.
Entre publicitários e IA
Como pensam os profissionais da comunicação sobre as mudanças na criação de conteúdo e no engajamento na era da inteligência artificial.
Por uma publicidade humana
Direcionamentos práticos para impulsionar sua gestão de marca hoje.
Aprendizados para as marcas
Conclusões para orientar a gestão de marca diante da saturação digital.
Principais aprendizados
A curadoria humana é o eixo central da comunicação: sustenta o que a tecnologia não entrega — repertório, leitura de contexto, sensibilidade cultural e domínio das técnicas da profissão.
A ética antecede a regulação: mesmo antes de regras formais, agências e marcas já têm o dever de estabelecer limites, garantir curadoria e comunicar com responsabilidade.
A autenticidade humana virou resposta à saturação digital: narrativas do cotidiano, expressões e imperfeições fortalecem a confiança e aproximam marcas do público.
O desconforto com a IA atravessa o mercado e eleva a demanda por processos mais humanos; marcas passam a ser observadas não só pelo que produzem, mas por como produzem.
A IA Generativa só alcança profundidade quando guiada por profissionais que dominam a própria cultura de trabalho — é o repertório humano que qualifica prompts e transforma a tecnologia em aliada criativa.




